Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Pescadinha de Rabo na Boca

                           

 

Diz o povo que “há dias que mais valia não sair de casa”. E como sempre, o povo tem razão. E ontem foi um dia desses. Pelo menos para mim.

 

Aqui na minha zona existe um clube caseiro que promove várias actividades recreativas e desportivas. E, ao que parece, as “mostras” das actividades foram todas marcadas para esta altura. Ou seja para o verão. E mais importante: para as horas de maior calor!!!

 

Saí eu de casa toda fresca e airosa para ir buscar a minha mãe, à casa de repouso onde a minha tia está, e ir lanchar. Chego a uma das ruas principais e só vejo polícia. O N. comenta comigo que deve ter havido martelada mas eu respondo-lhe que não me parece, que aquele policiamento deveria ser para controlar o trânsito para alguma corrida.

 

Ora nem mais! O senhor policeman manda-nos aguardar enquanto passam meia dúzia de corredores esfalfados. Seguimos caminho e fomos buscar a minha mãe. Eu estava a morrer de dores de cabeça (para variar!) mas entrei para dar um beijinho à minha tia e trazer a minha mãe. Rumámos a casa para irmos atacar um belo lanche (eu era mais café!) no café quando, ao chegarmos aqui à zona, apanhamos com o trânsito todo cortado. Excelente, lindo mesmo!

 

Dez minutos de espera. Meia dúzia de corredores passam, mais mortos que vivos devido ao calor que se fazia sentir às quatro da tarde. Uns apenas caminham porque a dor-de-burro aperta, outros já não podem com um gato pelo rabo.

 

Sinal para o trânsito avançar. Mas apenas encostados à direita. Cumprimos. Entretanto surge-nos a questão: e como viramos para a esquerda (que era por onde devíamos seguir)? Não viramos! O senhor policeman não deixa! Alternativa: dar a volta no sinal da bomba de gasolina. Lá fomos. Abre o sinal mas é impossível avançar… a faixa para onde temos de entrar está parada por ordem do senhor policeman!!! Continuamos a aguardar. E a assar!

 

Mais uma vez abre o sinal e o trânsito escoa. Nós seguimos na fila. Nova paragem. Decidimos cortar para outra rua na esperança de podermos safar-nos às paragens forçadas, indo em frente.

Argh! Nova paragem ordenada pelo senhor policeman! Esteve quase a dar-me 3 coisas más!

 

É que eu já nem fui ao café. Só queria mesmo ir para casa. É que, entretanto, eu tinha ido buscar um escadote e andava a passeá-lo estrada fora. O N. só dizia: espero que não impliquem com o escadote. Eu disse-lhe que se implicassem ainda ouviam duas ou três verdades. É que andava a percorrer as ruas todas por que me mandavam parar e queria ir para casa e não conseguia passar!!!

Numa hora fiz um trajecto que se faz num 1 minuto… Podiam ter avisado que o trânsito ia ficar condicionado, não?!

 

A Vingança Serve-se... no Prato!

 

 

 

Vocês, gaijas, preocupadas com a linha, com a saúde e o bem-estar, resolvem implementar um regime alimentar saudável e frugal nos vossos lares. Até porque o orçamento familiar começa a deixar de poder contemplar tratamentos de beleza e ao corpinho. Então ataquemos pelo lado mais saudável: pela boca.

 

À mesa só vão os cozidos e grelhados, as saladas, os legumes e a fruta como sobremesa. Aboliram as tentações, as bombas calóricas e os fritos. Isto é comida do século passado!

 

Nos primeiros tempos, a coisa é bem acolhida e o vosso gaijo até gosta muito da ideia. Depois começam os comentários “ah… hoje até comia uma arroz de tomate com um peixinho frito!”. Vocês ficam de nariz torcido mas não comentam.

 

No dia seguinte, o gajo volta a suspirar “ai que bem que me sabia uma feijoadinha agora…”! Acesso de raiva número um!“Tenho tantas saudades das tuas favas com chouriço!” segreda-vos ele ao vosso ouvido, acompanhado de um beijo molhado e peganhoso. Acesso de raiva número dois!Por fim, chega a proposta indecente acompanhado de um belo ramo de flores: “olha lá, não queres fazer uma feijoada à transmontana para sábado? Eu até vou contigo às compras…” Acesso de raiva número três!

 

Ai não te agrada a comida, é? Estás armado em esquisitinho? Então não esperes pela demora…Pegam num bloco, num lápis e na vossa imaginação fértil e elaboram uma ementa para os próximos tempos. Amor com amor se paga!!!

Ora veja, lá…

 

EMENTA 

Segunda-feira

Almoço: Cozido à Portuguesa

Jantar: Grão com Carne 

Terça-feira

Almoço: Migas com Carne de Porco à Alentejana

Jantar: Pataniscas com Arroz de Feijão

Quarta-feira

Almoço: Feijoada à Transmontana

Jantar: Puré de Castanhas com Lombo de Cebolada

Quinta-feira

Almoço: Dobrada à Portuguesa

Jantar: Ervilhas com Chouriço e Ovos Escalfados 

Sexta-feira

Almoço: Rancho à Portuguesa

Jantar: Puré de Feijão com Salsichas Enroladas em Couve

Sábado

Almoço: Feijoada de Marisco

Jantar: Chispe com Feijão Branco

Domingo

Almoço: Favas com Chouriço

Jantar: Feijão com Bacalhau e Couve

 

 

A esta ementa leve e deliciosa, resta apenas acrescentar umas recomendações: usar mola no nariz e usos de tampões auriculares durante a semana. É que a poluição atmosférica e sonora caseira vai aumentar consideravelmente.

Este post é patrocinado por desodorizantes do ar e ambientadores Ai-k-cheirinho-a-cheirete (à venda em todos os supermercados VIP).

 

Um Problema de Expressão

Esta é dedicada a ti, N ...

 

 

 

Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
 

 

And Now?

 

Hoje foi a festa de encerramento do ano lectivo no meu colégio. Apesar da caloraça que se fez sentir, os miúdos estavam o máximo e as coisas correram muito bem.

 

Comigo levei o N. e a minha priminha B., só faltou mesmo o Pimentinha e o bóbi para alegrar a festa.

 

Esta altura pra mim é terrível, costuma provocar-me uma angústia atroz. É o terminar de uma fase, o encerramento de mais um ciclo. e com isto volta a instabilidade, o não saber com o que posso contar, o que me espera no dia de amanhã.

 

O mais angustiante ainda foi ontem, na despedida, as crianças perguntarem-me se eu ficava lá para o ano e eu não saber responder.

Hoje foi a vez dos pais. Muitos a pedirem-me para ficar. Mas a decisão não é minha, é do director.

Sei que fiz um bom trabalho, que os miúdos ficaram bem preparados, que gostam de mim e agora vamos ver o que vai acontecer.

 

Não tinha mais nada para me partir a cabeça, por isso vou ficar a roer as unhas de ansiedade até à próxima semana que é quando o director tem disponibilidade para falarmos sobre o "próximo ano lectivo". 

 

É curioso que, ao contrário dos outros anos, e apesar de eu adorar estes putos, não fiquei com a sensação do "deus" de nunca mais os ver. Não chorei na despedida como me acontece sempre. Foi uma espécie de até logo. será o prenúncio de algo? Quererá o meu sexto sentido dizer-me alguma coisa?

Pág. 1/3